Cada tiro, cada melro!

terça-feira, julho 04, 2006

Exótico? Erótico? Que confusão, stora!

Nem só de erros escritos nós, professores, nos rimos, mas também, e repetidamente, das intervenções orais do nossos alunos, de que, como se perceberá, só nos rimos interiormente, sob pena de ferir as susceptilidades de cada um.
Numa aula, recentemente, solcitei aos alunos de uma turma de 10º ano que resolvessem um questionário de leitura proposto no seu manual. Uma das questões consistia no levantamento de expressões que conferissem exotismo ao ambiente descrito no texto (a pergunta não estava exactamente formulada nestes termos, mas importa aqui o sentido). Um aluno, com o objectivo de participar, propôs uma resposta, de que já não me lembro, mas disparatada e incongruente. Obviamente, perguntei-lhe o porquê daquela resposta, para que pudesse esclarecer-lhe qualquer dúvida... mas disso não foi o aluno capaz. De seguida, o mesmo aluno coloca a hipótese de a descrição da mulher nua poder ser consierada um elemento que tornava aquele ambiente exótico. Ora, nesse momento, a professora de Português somou 1+1! Pergunto-lhe imediatamente: "Não estarás a confundir 'exótico' com 'erótico'?" Pois é... Neste momento percebo que a maioria da turma olha para mim com espanto... Uns perguntam: "Não é a mesma coisa?", enquanto outros afirmam "Eu pensei que fosse a mesma coisa". Imaginem o riso geral que se instalou quando expliquei o significado de cada palavra, ou os comentários que isto suscitou, como por exemplo: "Agora já percebo porque estás sempre a comer gelados de frutos exóticos!".
O importante é que, naquela aula, os alunos enriqueceram o seu vocabulário e penso que nunca mais esquecerão a diferença entre estas palavras, que podem até ser relacionadas, mas nuca confundidas...
E eu aprendi que, da próxima vez que encontrar aquele termo, devo perguntar aos alunos se percebem o seu significado...

segunda-feira, julho 03, 2006

é ou e? E outros erros!

Na minha contínua tarefa de correcção de testes, encontrei mais uns erros, como é costume... Porém, hoje não eram propriamente engraçados, daqueles que me fazem rir um bom bocado. Não! Estes deram-me mais vontade de arrancar os cabelos (os dos alunos, claro!).
Para além de ser uma turma de 10º ano (profissional, ok, mas não deixam de ser alunos que concluíram a escolaridade obrigatória), alguns alunos (e são mesmo alguns, não um ou dois) parecem não perceber a diferença entre a terceira pessoa do singular do verbo ser no presente do indicativo, é, e a conjunção coordenativa coplutativa e. Não se trata apenas de um erro de distracção; o aluno poderia ter esquecido o acento... mas não, é sistemático, tanto que não é a primeira vez que observo esta imprecisão... Claro que já chamei à atenção a estes alunos nas aulas de correcção de testes, mas não me parece que isto surta efeito...

E o narrador omnisciente? Já lhe arranjaram novos nomes: oniciente, oneneciente... entre outros, menos engraçados.

Opservo, em vez de observo... Tudo bem, é um erro causado por um fenómeno linguístico (isto é só para os desculpar um bocadinho...).

É tudo por hoje... Havia mais erros, isso nunca falta, mas já não tive paciência para os rever... Ou em "bom" português: nã tive pachorra!